domingo, 16 de agosto de 2009

You're so confuse!

[just imagine]

Quando tropecei em uma pedra do tamanho de uma uva foi que notei que a coisa estava realmente feia.
'Ah, só um tropeço!' -quem me dera.
Você sabe que pessoas normais dão aquele pulinho e seguem felizes e saltitantes, na intenção de fazer com que todos se concentrem na sua saltitancia para esquecer do seu tropeço. Só complica um pouquinho quando a sua capacidade de se manter em pé é realmente pequena.
O seu pulinho vira uma torçãoo caprichada do seu lindo tornozelo, que por sua vez vira uma bela batida dupla de joelhos, que resulta em uma linda atração do seu rosto para o solo.
Nem foi tão ruim assim. Levando que logo em seguida eu rolei para a guia.
Isso também não seria tão ruim, foi só um charme sabe? Rolar. Queria ficar deitada mais um pouco e quem sabe um caça-talentos estivesse passando por lá e me visse fazendo poses na rua? Seria a chance ca minha vida.
Molhar a roupa com a água que corria também foi estratégico.
Sabe, aquelas moças daquele programa de TV que molhavam as roupas para ficar mais sexy? Então.
Aquela água toda na minha camiseta pink-flor-da-pele faria toda a diferença.
Então, quando já estava molhada e já tinha feito poses o bastante, veio o toque final. A bolsa aberta com tudo jogado no chão era apenas para poder me demorar mais um pouquinho. Pegando item por item que havia fugido do controle daquele botão [propositalmente, é claro] eu fazia um charme a mais.
Nunca se sabe se um caça-talentos está por perto, né?
Finalmente fechei a bolsa e me levantei. Tudo bem, no meio do caminho perdi o equilíbrio, mas era pra que o mocinho bonito que talvez estivesse atrás de mim viesse a meu socorro.
Finalmente em pé, molhada e poderosa, sai caminhando tranquilamente, certa de que nada do que eu tinha feito estava errado.

Pena que as pessoas que passaram na rua não pararam pra escutar a minha versão.

cya! xo.

sábado, 1 de agosto de 2009

...So tired.

Quando seus olhos começaram a arder ela percebeu. Já estava tarde, já estava cansada e já havia perdido sua noite.
Corria. Corria contra o tempo, corria contra as pessoas, corria contra si mesma.
Queria parar, voltar. Mas seus planos não a deixavam. O objetivo era claro, o caminho tão lúcido em sua mente parecia um martírio. Perdendo aos poucos tudo que mais gostava queria voltar, mais do que tudo.
O objetivo cintilava em frente a seus olhos.
'Por favor', ela pedia.
Olhando a estrada a suas costas, notava o quanto já havia deixado para trás. O medo daquilo tudo que a assustou, por tanto tempo, agora também estava junto com o caminho que ela já trilhara.
Sentia falta? Toda do mundo.
Mas o destino, todo dia ao acordar, lhe repetia que, para chegar a algum lugar, tudo isso era necessário. E a cada dia em que o sol brilhava, ela recebia algo novo. Sentia-se bem, em saber que compensava.
Sentia-se melhor em saber que quando tudo isso acabasse, ela teria recompensas maiores do que poderia imaginar.

Inclusive as pessoas que amava.

xo.