domingo, 20 de dezembro de 2009

Passos na areia...

Quando fora dado o primeiro passo? Nunca tinha parado para pensar nisso.
Passos, muitos passos foram dados até agora, mas não se lembrava quando foi o primeiro.
Talvez seja no dia que conheceu três ou quatro pessoas que a apresentaram um objetivo. Objetivo, virou sonho, virou mundo. Talvez foi apenas com uma revista que lhe apresentou tal sonho. Talvez seja desde a infância, quando aprendeu que aquilo era algo bom pra ela.
Seu primeiro passo. Definitivamente foi ele que mudou sua vida. Agora questionava se tal passo a mudara pra bem, ou pra mal.
Um de seus primeiros passos, não o primeiro, mas um deles, quando suas pernas ainda estavam bambas foi aprender a correr. Aprender a correr atrás daquilo que via no horizonte. Daquilo que via em seus sonhos.
Mas corria na praia. Na areia. Entre as ondas. Corria com dificuldade. Suas pernas, tão novas, não sabiam como enfrentar qualquer outra dificuldade. Teve sorte que ao aprender a correr, aprendeu a sorrir.
Seu sorriso trouxe pessoas incríveis a seu lado. Pessoas que ela sempre quis conhecer. Aqueles que a seguravam a cada tropeço, protejiam seus olhos do sol quando o horizonte sumia de sua vista, aqueles que simplesmente, estavam a seu lado.
Redescobriu aqueles que a acompanhavam quando ela só sabia engatinhar.
Continuou seus passos rápidos. Após meio caminho aprendeu a parar em suas pernas. Aprendeu que a única que pode correr, é ela mesma pois, por mais parecidos que sejam, os sonhos são vistos apenas por uma pessoa. Correndo. Caindo. Sorrindo.
Sentiu felicidade se se superar. Sentiu a dor de cair. Sentiu a superação em recomeçar. Aprendeu a nunca deixar de acreditar.
Sentiu quase tudo. Apaixonou-se e descobriu:

Os melhores anos de sua vida, estão apenas começando.

[odeio escrever em 
primeira pessoa e
deixar tudo pessoal.
Isso tudo é uma grande
metáfora do quão lindo
meu ano vem sendo.]

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Expectativa.

Os tambores cessaram. Finalmente, sua primeira sessão estava acabada.
Uma hora e meia de apresentação. Um teatro desanimadoramente 'meio vazio'.
Correu para o camarim. Tirou os sapatos, continuou com o figurino. Dentro de uma hora, a segunda sessão começaria. Voltou o mais rápido que pode à entrada do teatro. Sentou-se onde conseguiu.
As pessoas já compravam as entradas para a segunda sessão. Muitas delas.
Ainda sentia-se sozinha. Estava esperando-o há dois dias. Esperando-o.
Sorria quando lhe sorriam. Acenava quando acenavam. Percebia receio de algumas pessoas que a reconhecia. 'Uma das bailarinas do municipal'. Cansada disso.
Olhava para os lados impaciente. Todos os carros de cor prateada que por ela passavam, desmanchavam parte de sua expectativa.
Ele deixou bem claro, 'vou se não tiver nenhum imprevisto'. Como era difícil ele não ter imprevistos.
Bateu o pé. Reparou que seu figurino era um tanto exagerado para não ser identificada como uma das bailarinas. Dispensou seus pensamentos.
Mulheres. Homens. Crianças. Todos, menos ele.
Como estava difícil o contato nesses últimos meses. Queria sentí-lo novamente. Apertá-lo, abraçá-lo.
Beijá-lo.
Como queria tê-lo a seu lado por toda a eternidade.
O trabalho e a dedicação dele colidiam com a fome por dança dela.
Desde que ele decidira tentar o mestrado na faculdade e ela foi aceita para o grupo de ballet da cidade, todo o contato diminuiu.
Depois de sentir, por meses, como ele estava longe, ela ficou exausta.
Seus olhos correram todo o teatro. Ele não poderia ter deixado-a ali. Poderia?
Sentiu um aperto no peito. Um frio na barriga.
Vontade de correr. Deixar ali qualquer pessoa que iria assisti-la. Deixar ali todos seus compromissos. Deixar ali tudo que a remetia a ele.
Olhou o relógio. Ele tinha exatos dois minutos para chegar. Ou avisá-la que outro imprevisto ocorreu.
Soou ironico. O tempo passou mais rápido que o normal. Mesmo com tanta ansiedade.
Imaginava se os ingressos já estavam esgotados.
Mas não queria que ele a assistisse.
A caminho da entrada dos camarins, viu a diretora acenar.
Ele tinha perdido a última chance de encontrá-la.
Levantou sem ânimo. A última.
Nos camarins tudo agora estava sem graça. Toda a ansiedade sumira. Toda a adrenalina.
Seus olhos pesaram. Sentiu vontade de deitar-se e simplesmente dormir. Deixar que qualquer coisa ficasse ali, jogada no chão junto com ela.
Mesmo novata, era uma das principais bailarinas.
Sentiu pegarem sua mão. No palco em cinco minutos.
Alongou-se. Espreguiçou-se. Segurou as lágrimas.
Outra vez ela iria ao palco. Outra vez ele estaria longe.
Foi às coxias. Como era tedioso fazer isso sem que ele tivesse desejado boa apresentação antes.
As luzes azuis foram acesas no palco. Seus olhos claros. Ouviu a música leve. Sua voz forte.
Ponta dos pés. Que comece o espetáculo.
Nas pontas dos pés.
Um sorriso em seu rosto.

E um sorriso na plateia.

[entenda se for capaz.
haha, piada ruim.]

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Tonight.

Ela, sentada com os amigos.
Ele, acabara de chegar.
De mãos dadas com outra, ela não evitou o sentimento estranho no peito. Percebendo que o seu passado estava ali, sorrindo com outros, ele não evitou a vontade de fazer ciúmes.
A garota tentou continuar neutra. Procurava qualquer olhar, menos o dele. Batucava na mesa, não comentava nada.
Seus olhos pegaram, de relance, o menino abraçando aquela por trás. Era assim que ele costumava fazer com ela. Sentiu vontade de parar. Levantar-se e fingir não saber. Sair dali. Não podia.
Há menos de dois meses falara para ele 'você sabe como é, estou me envolvendo com outro'. Sentiu como ele, ainda com dor, perguntou, duas semanas depois se, com o outro, havia funcionado. Porque era tão difícil?
Tinha aceitado a condição de amiga. Mas vê-lo com outra era tão... Estranho.
No dia anterior ainda dissera que vê-lo feliz, era a felicidade.
Estava cansada.
Ele continuava a distrair-se. Era um garoto ativo. Falava com todos, simpático. Não tinha problema para se distrair. Aproximou-se da menina que estava com ele, abraçou-a pela cintura. Sempre gostara de fazer isso.
Olhou para o lado. Sabia como interpretar a menina da mesa. Ela não era muito boa em disfarçar. Estava mais quieta, mas continuava sem notá-lo.
Dois meses atrás chegaram a um acordo. Há mais de dois anos, ainda existia algo dentro dele. O acordo era que, quando rolasse, não teriam represálias. Ele sentia desejo, ela não ligava de satisfazê-los.
A viu levantar-se da mesa. Onde ia?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Maybe.

Cansado de olhar as pessoas passando pela rua.
Já estava tarde de mais pra ir para casa. De qualquer maneira, não iria para casa.
Aqueles que dividiam a casa com ele já estavam acostumados com sua ausência. Ele já estava acostumado a não tê-los.
Encostado a parede jogou a cabeça para trás. O céu estava tão limpo essa noite.
Sentiu-se vazio. Queria estar lá em cima com elas.
Deu um trago no cigarro.
Enquanto torturava aquela fumaça, sentia-se cansado. Suas olheiras profundas apagavam os olhos acinzentados. Há quanto tempo ele não dormia mesmo?
Coçou a nuca. Deixou a fumaça sair lentamente por sua boca.
Enrolou os dedos no cabelo negro. Colocou o pé, até então apoiado a parede, no chão.
Mais um trago.
Chutou uma pequena pedra e colocou a mão no bolso. Que vida!
Tinha escolhido aquilo. Tinha chegado àquilo. Soltou a fumaça aos poucos e lembrou-se de como aquilo o fazia sentir-se bem.
Encará-lo? Poucos o faziam.
As roupas simples, os cabelos desarrumados e aqueles olhos, um dia cinzas e reluzentes, agora cercados por tédio.
Seus lábios grossos tinham marcas. Seus braços, cicatrizes.
Enquanto tragava, reparou na luz na ponta do cigarro.
Escorregou até o chão. A parede gelada tocou suas costas. Cruzou as pernas e voltou a encarar as luzes.
Porque às vezes sentia falta de casa. Porque sabia que ela sempre estaria esperando por ele.
Colocou a mão no meio dos cabelos novamente. Como já havia se conformado com tudo aquilo.
Olhou para a esquina e viu aqueles dois, de aparencia pouco menos cansada que a dele, vindo a seu encontro.
Uma tentativa de sorriso foi abafada pelos lábios carnudos. Seus olhos se fecharam de forma lenta. Levantou-se de uma só vez.
Jogou o cigarro no chão. O apagou com o pé.
Outra noite estava pronta para começar.

[Antes que me matem,
'Maybe' é o nome do garoto
dessa cena. Então sim, tem
relação o título ò.ó]
xx

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Magia...

... A magia. Ah! Santa magia!
Descobri que ela existe em coisas tão pequenas, em momentos tão inesperados.
Descobri que ela me move de forma estranha.
Motivações? Muitas.
Conheci pessoas incríveis, descobri conhecimentos que não tinha. Fiz amigos, criei paixões.
Ah, motivações.
Me dediquei, me esforcei. Sou muito mais capaz do que jamais imaginei.
Incrível. Uma palavra tão abrangente. Talvez resuma tudo que passei até hoje.
Aprendi. Aprendi de mais.
Continuarei meu aprendizado com todo o prazer do mundo.
Levarei comigo tudo. Tudo e tudo que eu aprendi durante esse tempo.
Inclusive toda a felicidade que todos eles me proporcionam.

amém.
[mágico. mágico. mágico.]

domingo, 4 de outubro de 2009

Assim até o fim.

Eu, você, nós.
Um, dois a sós.
Tu e vós, sempre assim.
Quero ir contigo. Viva sem mim.
Sinto, quero, peço.
Faço, assim mereço.
Ame, aceite, tenha.
Viva comigo a noite inteira.
Segundos, dias e minutos.
E por ti irei ao fim do mundo.
Dois, quatro, tanto faz.
Só não me diga que não sou capaz.
Eu e ti, enfim.
É assim, até o fim.

-Boo E.
[Droga, poemas.
Droga, poemas modernistas.
Droga, não sou uma poetisa.
Estou rimando de mais, parei.]

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Esses dias...

Conheci um poeta.
Poeta de rimas feitas e sorriso forçado. Poeta que proseava entre complexidades. Poeta que entre os olhares, te enganava. Aquele poeta que tem as palavras a seus pés. Poeta. A palavra não é poeta.
Conheci aquele que entre palavras encontra sons. Aquele que musicaliza as linhas. Aquele que te encanta com o aroma de suas páginas.
Confunde entre sentimentos e esclarece em olhares. Poeta que me enche. Que não é poeta.
Que desperta dentro de ti a paixão. Desperta dentro de ti, toda a emoção.
Poeta.
Enche-me. Completa-me. Seja.
Rima tão saborosamente que, inconscientemente faz-te rimar mais que ele.
Pensar em ti já é uma poesia.
E então, sinto-me confusa.
Poesia. Poesia suja.
Joga com as coisas que sinto. Joga com tudo que invento. Joga com meus olhares, com meus sorrisos. Com minha timidez.
Poeta que sorri em seu rosto, é poeta injusto.
Mas é o poeta mais... Justo.
A cada segundo seu sorriso manifesta-se em meu rosto. A cada momento suas rimas, rimam em meus lábios. A cada suspiro, a sua transpiração emana em meu corpo. Em todo toque, sinto-te de novo.
Se é com sentimentos que se faz poesia, deveriamos rimar todos os dias.
Se é assim que você faz poesia, sou tua obra mais completa.
E assim que se faz rima?

Serei sua eterna poetisa.

[escrever sobre poetas é terrível.
de verdade....
você inconscientemente
rima cada frase]

domingo, 16 de agosto de 2009

You're so confuse!

[just imagine]

Quando tropecei em uma pedra do tamanho de uma uva foi que notei que a coisa estava realmente feia.
'Ah, só um tropeço!' -quem me dera.
Você sabe que pessoas normais dão aquele pulinho e seguem felizes e saltitantes, na intenção de fazer com que todos se concentrem na sua saltitancia para esquecer do seu tropeço. Só complica um pouquinho quando a sua capacidade de se manter em pé é realmente pequena.
O seu pulinho vira uma torçãoo caprichada do seu lindo tornozelo, que por sua vez vira uma bela batida dupla de joelhos, que resulta em uma linda atração do seu rosto para o solo.
Nem foi tão ruim assim. Levando que logo em seguida eu rolei para a guia.
Isso também não seria tão ruim, foi só um charme sabe? Rolar. Queria ficar deitada mais um pouco e quem sabe um caça-talentos estivesse passando por lá e me visse fazendo poses na rua? Seria a chance ca minha vida.
Molhar a roupa com a água que corria também foi estratégico.
Sabe, aquelas moças daquele programa de TV que molhavam as roupas para ficar mais sexy? Então.
Aquela água toda na minha camiseta pink-flor-da-pele faria toda a diferença.
Então, quando já estava molhada e já tinha feito poses o bastante, veio o toque final. A bolsa aberta com tudo jogado no chão era apenas para poder me demorar mais um pouquinho. Pegando item por item que havia fugido do controle daquele botão [propositalmente, é claro] eu fazia um charme a mais.
Nunca se sabe se um caça-talentos está por perto, né?
Finalmente fechei a bolsa e me levantei. Tudo bem, no meio do caminho perdi o equilíbrio, mas era pra que o mocinho bonito que talvez estivesse atrás de mim viesse a meu socorro.
Finalmente em pé, molhada e poderosa, sai caminhando tranquilamente, certa de que nada do que eu tinha feito estava errado.

Pena que as pessoas que passaram na rua não pararam pra escutar a minha versão.

cya! xo.

sábado, 1 de agosto de 2009

...So tired.

Quando seus olhos começaram a arder ela percebeu. Já estava tarde, já estava cansada e já havia perdido sua noite.
Corria. Corria contra o tempo, corria contra as pessoas, corria contra si mesma.
Queria parar, voltar. Mas seus planos não a deixavam. O objetivo era claro, o caminho tão lúcido em sua mente parecia um martírio. Perdendo aos poucos tudo que mais gostava queria voltar, mais do que tudo.
O objetivo cintilava em frente a seus olhos.
'Por favor', ela pedia.
Olhando a estrada a suas costas, notava o quanto já havia deixado para trás. O medo daquilo tudo que a assustou, por tanto tempo, agora também estava junto com o caminho que ela já trilhara.
Sentia falta? Toda do mundo.
Mas o destino, todo dia ao acordar, lhe repetia que, para chegar a algum lugar, tudo isso era necessário. E a cada dia em que o sol brilhava, ela recebia algo novo. Sentia-se bem, em saber que compensava.
Sentia-se melhor em saber que quando tudo isso acabasse, ela teria recompensas maiores do que poderia imaginar.

Inclusive as pessoas que amava.

xo.

domingo, 15 de março de 2009

where did we stop?

Ok, ok. Mudança de server e é, talvez é a continuação do até então estacionado "Lemonade Dreams" para qual este mesmo link que te trouxe, te levava.
Estou tentando achar belas utilidades para cá, mas é, provavelmente eu fique com a publicação de histórias e notícias sobre quem 'importa' para mim.

Vejo vocês em breve.
xo.