domingo, 4 de outubro de 2009

Assim até o fim.

Eu, você, nós.
Um, dois a sós.
Tu e vós, sempre assim.
Quero ir contigo. Viva sem mim.
Sinto, quero, peço.
Faço, assim mereço.
Ame, aceite, tenha.
Viva comigo a noite inteira.
Segundos, dias e minutos.
E por ti irei ao fim do mundo.
Dois, quatro, tanto faz.
Só não me diga que não sou capaz.
Eu e ti, enfim.
É assim, até o fim.

-Boo E.
[Droga, poemas.
Droga, poemas modernistas.
Droga, não sou uma poetisa.
Estou rimando de mais, parei.]

Um comentário:

Adriel G. Silva disse...

como não é poetisa
o poeta não é a pessoa que escreve, mas outro alguém que faz a pessoa escrever.
o simples olhar revela a oesia como no poema logo a baixo:

"O poeta ou o cão

Conversava com um cachorro
Como quem conversa com gente
O cachorro o olhava
Como quem olha parede

Um olhar penetrante
De companheiro fiel
Um falar atordoante
Da abelha que produz fel

Um falava de sua vida
De seus fatigados dias
O outro olhava para a vida
Como o poeta Gonçalves Dias

Um olhava o horizonte
E o via além dele
O outro falava do horizonte
Como se o limite fosse ele

Este falava com palavras
Que nem ele mesmo entende
Aquele olhava com olhares
Que a todos surpreende

Um olhava a natureza
E a mostrava como em aulas
O outro falava suas belezas
E tentava demonstrá-las

Um queria ser poeta
Mas não fazia por merecer
E o cachorro, coitado,
Era um poeta sem saber."

quem sabe vc não é como o cachorro uma poetisa sem saber

(Eu jah ia me esquecendo "pescador de sonhos" é o meu pseudônimo, aqui é o adriel do cuca)